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Faça seu destino, pois somos frutos das nossas escolhas.

escolhas   As pessoas precisam ser mais atentas às suas  emoções para assumirem a responsabilidade sobre elas e tomarem decisões assertivas.

 Seja no contexto profissional ou pessoal, cada momento vivido é o resultado das nossas  decisões. Isso significa que a vida é definida pela possibilidade que temos de escolher. Às vezes são  escolhas simples como o que comer vestir, assistir na televisão, que podem ser até seleções automáticas. Outras, no entanto, são difíceis e complexas de serem feitas, como selecionar uma faculdade, uma profissão, um caminho, um relacionamento, e por aí vai.

Agora eu pergunto: por que quando precisamos fazer escolhas mais “importantes”, nos sentimos com dificuldades, bloqueados e incapazes de optar uma direção, criando dúvidas sobre qual caminho seguir e nos levando a protelar as decisões até criar um problema? Ainda: por qual motivo existem pessoas que têm mais facilidade para decidir do que outras?

Para responder a isso, precisamos refletir sobre quais são os fatores que influenciam as escolhas. Nesse sentido, podemos focar em cinco circunstâncias:

- A definição clará o objetivo, as motivações e os porquês se você quer algo em específico;
- A percepção do contexto e cenários onde nos encontramos;
- A clareza das opções disponíveis no contexto e suas consequências;
- As pessoas envolvidas;
- Os fatores emocionais.

Entre todos esses pontos, o emocional é o principal, pois dependendo de como estamos nos sentindo, direcionamos as próprias escolhas. Como nos ensina o neurocientista Antônio Damásio, o processo de escolha é longe de ser uma análise racional, pois faz referimento a experiências passadas, que deixaram um caminho emocional na pessoa, muitas vezes inconsciente, evocando emoções e sentimentos que influenciam a tomada de decisão.

No momento de fazer uma escolha, tendemos a ficar com medo, a procrastinar, a deixar para outros esse desafio ou encarregar ao destino ou à sorte essa responsabilidade. Quanto mais acreditamos que não temos influência sobre os acontecimentos da vida – ou como reagir a eles -, que o destino nos sufoca e a sorte, os outros e as circunstâncias externas são culpados pelo que está acontecendo conosco, damos menos valor às nossas capacidades, e a autoestima diminui.

Por isso precisamos estar mais atentos às nossas emoções e mais conscientes de que fazer opções implica em assumir a responsabilidade das mesmas, as consequências e também os riscos presentes nela. Decidir se aprende decidindo, parafraseando a frase de Drummond. Este é o processo de amadurecimento.

Portanto, a conscientização de quanto as escolhas criam a nossa realidade, de quanto essa mesma realidade é consequência dos comportamentos e ações, de como os sucessos ou fracassos dependem de fatores internos e de como enfrentamos a vida e nos preparamos para sermos sujeito e não objeto dentro desse contexto, mais assumimos o domínio de para onde estamos levando a nossa vida e o nosso talento, conscientes de que nos tornaremos frutos das nossas escolhas.

Quando reconhecemos a nossa responsabilidade sobre os resultados de nossa história, conquistamos, ao mesmo tempo, mais autoconfiança e um conceito mais elevado de autoeficácia, que permite nos posicionar e enfrentar as variáveis cotidianas com maior segurança e tomar decisões, mesmo que complicadas, com mais serenidade e coerência.

Podemos parar de olhar para fora, como se somente as coisas importantes da vida estivessem no exterior. Olhe para si mesmo com amor e aceitação. Aprenda a se respeitar e a se valorizar diante dos outros, especialmente daqueles que você ama, sem se sentir diminuído. Deixe o passado no passado e renove o compromisso com aquilo que deseja. Lembre-se que, com nossas escolhas, determinamos que realidade iremos viver. Então, o que mais podemos querer? Escolha e vá fundo para realizar cada uma delas.

 *Por Eduardo Shinyashiki 

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